SoundTestLab
Diagnóstico de áudio no navegador

Teste de fone de ouvido — esquerdo/direito, fase e limites de audição

Cheque os dois ouvidos em um clique e depois investigue o sintoma: fase do driver, limites de graves e agudos e latência opcional.

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Canais
Limites de audição
Limite de graves · 150 → 20 Hz
Limite de agudos · 8 → 20 kHz

O teto de agudos mistura a resposta do fone com a sua própria audição. Mantenha o volume moderado.

Diagnósticos
Checagem de fase

Toque A, depois B, e compare onde o som se posiciona. Use quando os vocais soam ocos ou fora do centro.

Latência acústica de ida e voltaPrecisa de microfone

Toca 5 cliques e cronometra o retorno pelo seu microfone — o áudio fica local. Precisa de uma saída que o microfone escute e de um ambiente silencioso; use para comparar configurações, não para identificar um codec Bluetooth.

Por que a fase importa mais do que parece

Toda gravação estéreo assume que os dois drivers empurram e puxam na mesma direção ao mesmo tempo. Quando isso acontece, o conteúdo mixado no centro — vocal principal, grave, bumbo — chega aos dois ouvidos com a mesma polaridade e o seu cérebro funde tudo numa imagem sólida entre eles. Quando um driver está invertido, essa fusão falha de um jeito específico e reconhecível.

Um driver de fone com a polaridade invertida produz uma assinatura clara: a imagem estéreo perde o centro, os vocais que deveriam ficar entre os ouvidos se espalham num anel difuso em volta da cabeça e as frequências graves que os dois canais compartilham se cancelam em parte, soando finas em vez de só baixas. Nada fica mudo — os dois lados seguem tocando em volume cheio — e é por isso que a falha sobrevive meses de escuta casual. As causas costumam ser mecânicas, não eletrônicas: um cabo reparado ou re-soldado com dois condutores trocados em um plugue, um cabo destacável mal encaixado ou montado errado em um conector, ou uma unidade falsificada com controle de montagem mais frouxo que o original. Nossa checagem de fase toca 200 Hz nos dois lados com a mesma polaridade (sinal A) e depois inverte um lado (sinal B). Num caminho estéreo saudável, A soa sólido e centralizado e B soa oco; se A é o oco, a polaridade está invertida em algum ponto da cadeia.

Uma ressalva que repetimos na própria ferramenta: a comparação depende de um caminho estéreo comum. Soma mono, processamento espacial ou “3D” e alguns modos de surround virtual achatam o contraste A/B sem nenhuma falha de hardware. Resultados A e B parecidos são motivo para checar as configurações de mono e testar de novo com uma fonte estéreo conhecida — não são, por si só, um diagnóstico da fiação interna.

Um lado mais baixo, mais alto ou mudo

Quando um lado toca mais baixo que o outro, a causa costuma ser uma de quatro coisas, mais ou menos na ordem em que aparecem. Primeiro, em fones intra-auriculares, a telinha sobre o bocal acumula cera e oleosidade; uma tela parcialmente bloqueada reduz o nível e abafa os agudos só daquele lado, e isso acontece devagar o bastante para parecer desgaste do driver. Segundo, o dano no cabo se concentra nos pontos de flexão — onde o cabo entra no plugue e onde entra em cada concha; uma falha ali costuma ser intermitente e muda quando você dobra o cabo. Terceiro, o controle de balanço do sistema pode estar fora do centro, e no celular ele quase sempre fica na acessibilidade, não no menu de volume. Quarto, um recurso de áudio mono deixado ligado soma os dois canais nos dois ouvidos, o que mascara um desequilíbrio real e anula os testes de canal e de fase.

  1. Balanço centralizado? No celular, veja a seção de acessibilidade além dos controles de volume — várias plataformas guardam um segundo controle ali, ao lado do botão de áudio mono.
  2. Se o chiado ou o corte muda quando um plugue ou cabo se mexe, a conexão é a suspeita: compare outro cabo, porta ou fonte antes de culpar o driver.
  3. Para quedas no Bluetooth, teste de novo perto da fonte e com menos tráfego 2,4 GHz por perto antes de concluir que a bateria ou os fones estão com defeito.
  4. Depois de suor ou chuva, siga a orientação de secagem do fabricante antes de testar de novo; não carregue um aparelho molhado.

Varreduras de graves e agudos: o ouvinte faz parte do instrumento

Nossas varreduras vão de 150→20 Hz para baixo e de 8→20 kHz para cima, e o seu toque marca onde o tom sumiu. Essa leitura mistura dois filtros em série — o driver e os seus ouvidos — e queremos ser diretos sobre o segundo.

Um tom de 17 kHz que você não escuta não significa, por si só, que os fones estão quebrados — e na maioria das vezes não significa isso de jeito nenhum. A audição de frequências altas cai com a idade para quase todo mundo: tetos perto de 20 kHz são típicos de crianças, muitos adultos escutam pouco acima de 15–16 kHz, e tetos na faixa de 12–14 kHz são comuns da meia-idade em diante. Nada disso é doença, e uma varredura no navegador não distingue isso de um limite do driver. O que você pode fazer é manter uma variável constante: rode a mesma varredura, no mesmo volume moderado, nos mesmos ouvidos com um segundo par de fones. Se o ponto de parada muda vários quilohertz, o hardware era o limite; se quase não muda, o limite provavelmente era o ouvinte. De qualquer forma, trate o número como um ponto de comparação repetível numa configuração — não como um audiograma nem como diagnóstico de audição.

O grave tem seu próprio problema: a vedação. Uma ponteira intra que não fecha o canal, ou uma almofada levantada pela haste dos óculos, deixa vazar as frequências baixas antes de o driver ganhar crédito por elas. Reajuste, mantenha o volume moderado e repita antes de comparar números entre fones. E se um resultado de varredura te preocupa quanto à audição, e não quanto ao hardware, isso é pergunta para um profissional com equipamento calibrado, não para uma página web.

Bluetooth: codecs, modo de chamada e latência

A qualidade do áudio Bluetooth depende de qual codec e qual perfil o link negocia, e uma página web não enxerga nenhum dos dois — o navegador vê só um dispositivo de saída genérico. Para música pelo perfil A2DP, a escada de codecs vai do SBC, a base obrigatória que todo aparelho suporta, passando pelo AAC (preferido pelos aparelhos da Apple), até aptX e aptX Adaptive em muitos Android e o LDAC a até 990 kbps. Degraus mais altos compram mais folga de bitrate, não automaticamente um som melhor. No momento em que um aplicativo ativa o microfone do headset, muitos sistemas derrubam o link do A2DP para o perfil mãos-livres, cujo canal de voz era historicamente 8 kHz mono e depois 16 kHz — e é por isso que a música desaba para qualidade de telefone quando começa uma chamada ou chat de voz. Isso é troca de perfil, não falha de hardware, e se reverte quando o microfone é liberado.

A latência segue a mesma hierarquia. Um link SBC típico soma cerca de 200–300 ms de ponta a ponta — perceptível como erro de sincronia labial e proibitivo para jogos de ritmo — enquanto codecs de baixa latência anunciam bem menos de 100 ms, e uma conexão com fio pode levar o mesmo laço acústico a menos de 40 ms em hardware de jogo. Nossa checagem de latência mede a volta inteira — navegador, saída, ar, microfone, entrada — então use para comparar execuções na mesma configuração, ou com fio contra sem fio no mesmo computador. Ela não nomeia o codec em uso nem isola o atraso só do fone.

Como interpretar suas leituras

  • Piso de graves — um limite repetível mais baixo significa que você ouviu mais fundo na varredura 150→20 Hz. Vedação, volume, ruído do ambiente e audição influenciam, então compare igual com igual: mesmos ouvidos, mesmo volume, mesmo ambiente.
  • Teto de agudos — o ponto de parada combina a cadeia de saída e o ouvinte. Não é uma medição objetiva do fone nem um resultado clínico de audição; a seção de varredura acima explica como distinguir os dois.
  • Latência — cinco cliques percorrem todo o laço do navegador ao microfone e a bancada informa a mediana. Compare a mesma configuração consigo mesma, ou com fio contra sem fio, em vez de tratar o número como atraso só do fone.
  • Fase e canais — comparações de escuta, não veredictos automáticos. Os dois ouvidos tocando a melodia limpo, e B soando mais largo que A, indicam que o caminho se comportou como um caminho estéreo deve naquela execução.

As leituras individuais são o resultado — não há nota única, porque dar nota a um parâmetro não testado seria inventar dado. A página de métodos lista todos os limiares e limites que aceitamos.

Checando fones usados ou desconhecidos

Nenhum teste de áudio na web autentica um produto, mas fones falsificados e de mercado paralelo tendem a tropeçar nas mesmas três checagens, então vale rodá-las como um padrão. Primeiro, equilíbrio de canais: drivers mal pareados costumam mostrar diferença audível de nível ou de timbre entre esquerdo e direito na mesma melodia. Segundo, a checagem de fase: montagem desleixada é fonte clássica de um driver invertido, que a comparação A/B de 200 Hz torna audível como uma imagem oca e sem centro. Terceiro, as varreduras de frequência: uma unidade que corta bem antes do que o mesmo ouvinte mediu num par sabidamente original sugere um transdutor diferente e mais barato por dentro. Leia o padrão, não um resultado isolado — uma checagem falha tem muitas explicações inocentes, mas um par recém-comprado ou usado falhando as três, quando um par de referência passa nelas no mesmo dispositivo e nos mesmos ouvidos, é motivo para desconfiança.

Trate o padrão como uma heurística, nunca como autenticação. Unidades genuínas podem falhar uma checagem por motivos que esta página já listou — telas bloqueadas, cabos danificados, configurações de software — e uma falsificação competente pode passar nas três. Para identidade, garantia ou autenticidade, use as verificações oficiais de número de série e assistência do fabricante e inspecione o produto físico; guarde o relatório de escuta apenas como contexto de diagnóstico.

Central de ajuda

Perguntas frequentes

01Como testar se meus fones estão funcionando direito?+

Comece com Esquerdo e Direito — cada um toca uma melodia curta só naquele ouvido, uma oitava acima no direito para os lados ficarem inconfundíveis. Se os dois ouvidos tocam limpo, siga o sintoma: rode a comparação de fase A/B para uma imagem oca ou fora do centro, e as varreduras de graves/agudos para achar seus limites de audição. A latência acústica é opcional e precisa de acesso ao microfone.

02O que a checagem de fase me diz?+

O sinal A envia o tom com a mesma polaridade para os dois lados; o sinal B inverte um lado. Num caminho estéreo comum, B deve soar mais difuso ou oco que A. Pouco ou nenhum contraste pode justificar checar áudio mono, processamento espacial, roteamento de canais ou os próprios fones, mas essa resposta auditiva sozinha não prova que um driver está com a polaridade trocada.

03O que o resultado de latência inclui?+

É uma volta acústica completa pelo navegador, dispositivo de saída, ar, microfone e caminho de entrada. Compare execuções repetidas na mesma configuração. O resultado não identifica o codec Bluetooth exato nem isola o atraso só do fone.

04Minha varredura de graves morre em 60 Hz — meus fones são ruins?+

Não necessariamente. A vedação da ponteira ou da almofada, o volume, o ruído de fundo e a sua própria sensibilidade a graves influenciam onde o tom some. Reajuste os fones, mantenha o volume moderado e repita na mesma configuração antes de comparar com outro par.

05O resultado de agudos é sobre meus fones ou minha audição?+

Os dois. O resultado combina a resposta do fone, o volume, o ruído de fundo e a audição de quem escuta. Comparar outro ouvinte ou outro fone no mesmo dispositivo ajuda a dar contexto, mas esta varredura no navegador não isola um audiograma nem a resposta de frequência objetiva do fone.

06Por que meus fones soam ocos, com vocais fora do centro e graves fracos?+

Essa combinação — imagem central difusa e oca somada a graves compartilhados fracos — é a assinatura clássica de um driver tocando com a polaridade invertida. Causas comuns são um cabo reparado ou re-soldado com dois condutores trocados, um cabo destacável montado errado em um conector, ou uma unidade falsificada. Rode a checagem A/B: se o sinal invertido (B) soa mais sólido e centralizado que o sinal casado (A), a polaridade está invertida em algum ponto da cadeia.

07Por que a qualidade cai quando entro numa chamada com fones Bluetooth?+

Ativar o microfone do headset faz muitos sistemas trocarem o link do perfil de música A2DP para o perfil mãos-livres, cujo canal de voz era historicamente 8 kHz mono e depois 16 kHz. A reprodução cai para qualidade de telefone até o microfone ser liberado. Isso é uma troca de perfil, não defeito de hardware; usar o microfone interno do computador na chamada costuma manter a música em A2DP.